8 fatores a evitar quando se sofre de enxaqueca

Posted by joana

A enxaqueca é uma desordem neurológica debilitante, caracterizada por episódios intermitentes de cefaleia, acompanhados a maioria das vezes por náusea, fotofobia e/ou fonofobia, e que afeta cerca de 15% da população Mundial, sendo mais prevalente nas mulheres (dos 20 aos 50 anos) do que nos homens.

Sabe-se que os episódios de enxaqueca parecem resultar de mecanismos do organismo ativados por fatores específicos (internos e externos). Pensa-se que a má alimentação não é potenciadora de cefaleias mas quem sofre poderá ser o fator desencadeante. Pensa-se que podem ter uma origem genética.

Os fatores que devem ser evitados são:

  1. Jejum prolongado: saltar refeições e ficar demasiadas horas seguidas sem ingerir alimentos conduz à hipoglicémia, que provoca cefaleias. Fraccionar a alimentação diária, com uma correcta distribuição dos glícidos simples e complexos previne flutuações da glicémia.
  2. Falta de hidratação: um aporte hídrico adequado é essencial para prevenir a desidratação e as cefaleias recorrentes, por tornar o sangue mais fluído.
  3. Álcool: sobretudo o vinho tinto, que contém susbtâncias como tiramina, histamina e sulfitos, que pensa-se estar na origem das cefaleias.
  4. Cafeína: substância presente no café, chá e no chocolate, pode desencadear enxaqueca se for consumida de forma excessiva (ex. 3 ou mais cafés por dia). O café parece, por outro lado, ter um efeito benéfico nas cefaleias pela vasoconstrição que povoca (apenas no cérebro, no resto do corpo provoca vasodilatação), e por outro ser o provocador, quando o corpo se habitua à dose e sente a falta.
  5. Chocolate: o cacau contém feniltilamina, substância que altera o tamanho das células sanguíneas, podendo desencadear a cefaleia.
  6. Alimentos que contêm tiramina: substância que existe nos queijos fortes, carnes curadas, peixe fumado, carne de vaca, alimentos fermentados e extractos de leveduras (ex. pão, bolos).
  7. Aditivos alimentares: nitritos (ex. salsichas, fiambres e carnes curadas) e monoglutamato de sódio (substância utilizada muitos como intensificador de sabor nos restaurantes chineses - “Síndrome do Restaurante Chinês”). Estas duas substâncias provocam a dilatação dos vasos sanguíneos e consequente despoletamento de uma crise.
  8. Adoçantes artificiais: aspartame e sucralose, em doses elevadas.

Quanto mais fatores de risco juntar maior é a chance de ter uma crise.

Prevenção e tratamento:

Sabe-se que a vitamina B2 (riboflavina) é essencial para a estabilidade das membranas celulares, a carência nesta vitamina pode desencadear uma cefaleia. Preferir assim alimentos ricos nesta vitamina, como produtos láteos, salmão, ovos.

 

Aumentar os níveis de serotonina a nível cerebral parece aliviar uma crise de enxaqueca. A seronotina é produzida pelo organismo a partir do triptofano e é a substância que produz a sensação de bem estar. Refeições ricas em glícidos aumentam secreção de insulina e a disponibilidade do percursor da serotonina (triptofano) no cérebro.

Em crise poderá ser necessário recorrer aos AINES (anti-inflamatórios não esteróides) para aliviar a dor.


A prevenção com uma dieta apropriada (eliminando e/ou restringindo alimentos potenciadores de enxaqueca) leva a uma redução da frequência, intensidade e duração dos episódios e à redução da dependência de fármacos.

 

Concluíndo, há pessoas mais sensíveis e que reagem apenas a um fator e há outras que é necessário juntarem uma série de fatores para desencadear uma enxaqueca. O melhor é adotar um diário e apontar tudo o que comeu sempre que tiver uma crise e assim saber a quais reage de modo a poder prevenir as recorrências.

 

Joana R. Lewis

Nutricionista Estagiária

Membro Estagiária da Ordem 2036NE

 

Referências: